Pontualidade



           Deveremos ser pontuais.
           Dia e hora determinados e aceitos para a reunião é compromisso inadiável, salvo os casos imprevistos e perfeitamente toleráveis, com prévia comunicação aos que respondem pela organização dos serviços, evitando a expectativa da vinda fora de hora.
           Deveremos estabelecer, nos dias de nossas reuniões,o programa cotidiano de forma tal a vencer as dificuldades da condução, os problemas das visitas inesperadas, os apelos aflitos e indisciplinados de muitas criaturas próximas de nosso círculo de relações.
           O doutrinador, porém, deve ser tolerante.
           Poderá ocorrer um pequeno e fortuito atraso para alguns companheiros que tiveram de vencer longas distâncias, atravessar regiões alagadiças durante as chuvas, remover a proibição de seus familiares, acalmar o coração palpitante por emoções inesperadas.
           Desde que o seu atraso não seja habitual, não poderemos deixar  que a irritação se nos instale no íntimo e que fiquemos remoendo pensamentos de azêda censura aos que aportaram ao recinto um minuto depois da hora fixada. O nosso comportamento interior gerará desarmonia maior ainda do que a do atraso verificado, criando problemas para ossos bondosos Orientadores Espirituais.
           Allan Kardec, como a prevenir-nos sôbre os males do rigorismo extremo com perturbação interna, adverte-nos que os Espíritos que se agastam com pequenos e fortuitos atrasos e que se ressentem com as ocasionais inobservâncias da pontualidade, evidenciam, com isso, a sua imperfeição.
           Diligenciemos em manter horário.
           Evitemos o hábito da displicência, atrasando-nos costumeiramente e sem razões ponderáveis.
           Mas, não nos levemos ao extremo oposto que é a desorganização de medidas salutares a irmãos infelizes, tão somente porque houve a falta ou o retardamento de algum amigo do círculo de trabalhos mediúnicos. 
           Ao doutrinador cabe suavizar o juízo que os pontuais possam mentalizar sôbre os retardatários e cabe-lhe, ainda, sustentar a harmonia dos companheiros encarnados no lapso da espera.
           Por outro lado, cabe-lhe também encarecer a  todos a importância de não prejudicarem com a sua impontualidade o socorro aos que sofrem terrivelmente nas sombras da Espiritualidade inferior, recordando-se de que, num posto de pronto-socorro, aqui entre nós, se chegar o enfermo e não estiverem presentes médico e enfermeiros, as dores aumentam e nascem incalculáveis complicações ao paciente.

Texto extraído do livro DOUTRINAÇÃO (Roque Jacintho) editora Edicel  páginas 77/79.



 


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